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Ian Ryabov
Ian Ryabov

Walcyr Carrasco Vida De Droga Pdf



Eu também tenho um livro chamado Vida de Droga (lançado em 1998 pela editora Ática). O mais interessante é que eu nunca usei droga nenhuma durante toda a minha vida. É uma situação que me chama atenção. Na época de Verdades Secretas, eu fui à Cracolândia, acompanhado de um juiz e um missionário. Aquela realidade mexeu bastante comigo, machuca ver pessoas como zumbis. É doloroso.




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Quando sua mãe descobre o vício de Dora começa uma luta para que ela saia desse mundo das drogas, tentando ajudá-la a todo custo, até o momento em que Dora foge de casa porque a mãe era rígida e se intrometia muito em sua vida, mas ela não entendia que sua mãe queria apenas ajuda-la. Assim, ela vai morar na rua. Lá ela conhece todo tipo de vida e de pessoas, com isso ela tem que arrumar uma forma de se sustentar, ela começa pedindo esmola nas ruas, até que encontra sua amiga que era de classe alta. Ela leva Dora a começar a se prostituir, nesse meio tempo Dora revê muitos amigos antigos e se depara com várias situações desagradáveis, até que encontra sua mãe (Cleusa), volta para sua casa e sua mãe a interna em uma clínica de recuperação de viciados em drogas. Faz o tratamento e sai de lá. Tudo parece ir bem, até que Dora reencontra o amigo que conheceu na clinica e que ainda fumava e a induziu à volta ao mundo das drogas e começa tudo de novo e novamente ela passa por várias situações até que algo muda dentro de si mesma e procura realmente se curar, consegue com ajuda de sua mãe, de seu novo padrasto e entre outras pessoas, Dora então tem uma difícil tarefa pela frente, enfrentar os preconceitos de todos e tentar realmente mudar de vida. Mas o livro deixa bem claro que nem todos têm a mesma sorte de Dora de conseguir sair dessa vida de drogas.[4]


A vida de Dora muda drasticamente após o pai perder o emprego. Ao ter que deixar a vida de rica de lado, a garota conhece novas pessoas e começa a namorar com Gui, que vai apresentá-la às drogas e virar sua vida de cabeça para baixo.


5 WALCYR CARRASCO Vida de droga Leitor crítico (8 o e 9 o anos do Ensino Fundamental) UM POUCO SOBRE O AUTOR Walcyr Carrasco nasceu em 1951 em Bernardino de Campos, SP. Escritor, cronista, dramaturgo e roteirista, com diversos trabalhos premiados, formou-se na Escola de Comunicação e Artes de São Paulo. Por muitos anos trabalhou como jornalista nos maiores veículos de comunicação de São Paulo, ao mesmo tempo que iniciava sua carreira de escritor na revista Recreio. Desde então, escreveu diversas novelas, peças de teatro e publicou mais de trinta livros infantojuvenis, tendo recebido por suas obras muitos prêmios ao longo da carreira. É cronista de revistas semanais e membro da Academia Paulista de Letras, onde recebeu o título de Imortal. RESENHA Dora vivia plenamente sua vida de adolescente abastada de classe média alta, com direito a compras cotidianas no shopping, casa em condomínio de luxo em Alphaville, banheira de hidromassagem, planos de uma excursão para a Disney incluindo saídas para casas noturnas... Mal imaginava, porém, que sua vida mudaria drasticamente a partir do momento em que seu pai foi demitido da empresa em que trabalhava. Seus pais, originalmente de classe média, rapidamente se viram incapazes de arcar com os altos gastos com os quais estavam habituados. A situação fez com que as relações entre os membros da família se tornassem tensas e difíceis. Diante da decisão de seu pai de mudar-se para Belém e aceitar o único emprego que tinha conseguido, (mesmo com um salário muito menor do que o anterior), a garota se dá conta de que o casamento dos pais não vai sobreviver a esse tsunami econômico. É com desolação e a contragosto que Dora se muda com a mãe e o irmão para uma zona periférica da cidade e passa a estudar em um colégio público, tendo que se relacionar com colegas completamente diferentes daqueles com que convivia antes. Sentindo falta do pai, solitária e incompreendida, a garota só começa a encarar com outros olhos sua vida nova a partir do momento em que conhece Gui, seu primeiro namorado: é com ele, aspirante a jogador de basquete, que 5


6 ela fuma seu primeiro baseado. Convivendo cada vez mais com uma turma de jovens mais velhos, dispostos a arriscar qualquer coisa por novas experiências, o casal, em um curto período, passa da maconha à cocaína, da cocaína às drogas injetáveis e, finalmente, ao crack. A partir de então, o dinheiro passa a se tornar um problema, e o grupo de amigos começa a praticar delitos para conseguir arcar com o custo das substâncias que consomem. Em Vida de droga, Walcyr Carrasco cria uma narrativa dramática ao apresentar ao leitor a queda cada vez mais profunda da protagonista e de seus amigos que, a partir do primeiro contato com o universo das drogas, vão envolvendo-se com roubos, tráfico e prostituição, ao mesmo tempo que a relação entre os personagens vai se tornando progressivamente menos afetiva. É interessante observar como, no decorrer da trama, para além do eixo principal, que é claramente o alerta aos jovens a respeito do perigo do uso de entorpecentes, também é possível notar de que maneira a desigualdade social extremamente aguda no Brasil, bem como estigmas associados a gênero e raça interferem nas relações interpessoais dos personagens do livro. Ao final, quando Dora, após inúmeras dúvidas, fugas, percalços e desvios, encontra finalmente uma inesperada redenção, descobre que sua reinserção na vida normal e no ambiente escolar e profissional é mais difícil do que parecia, já que não é simples desconstruir o estigma associado aos trabalhadores sexuais e aos usuários de drogas. QUADRO-SÍNTESE Gênero: novela juvenil. Palavras-chave: drogas, desigualdade social, relacionamentos, juventude. Áreas envolvidas: Língua Portuguesa. Temas contemporâneos tratados de forma transversal: Direitos da Criança e do Adolescente; Educação em Direitos Humanos; Educação das Relações Étnico-raciais; Saúde; Trabalho; Educação para o Consumo, Vida familiar e social. Público-alvo: Leitor crítico (8 o e 9 o anos do Ensino Fundamental). PROPOSTAS DE ATIVIDADES Antes da leitura 1. Revele aos alunos o título do livro Vida de droga. Que sentidos da palavra droga os alunos conhecem? De que maneira essa palavra é usada como substantivo, como adjetivo, como interjeição de impaciência, irritação? Proponha aos alunos que pesquisem a palavra no dicionário e, em seguida, discuta sobre as possíveis relações entre os diferentes sentidos atribuídos ao termo. 2. Leia com a turma o texto da quarta capa, que antecipa um pouco o enredo da narrativa por vir e deixa claro qual dos sentidos da palavra droga será explorado, especialmente, pelo autor. Chame a atenção dos alunos para a frase: Só que a vida lhe reserva uma surpresa nada agradável: o pai perde o emprego, o dinheiro acaba e ela vai morar na periferia. Analise com os alunos o mapa da cidade em que vivem e verifique se a desigualdade socioeconômica entre os habitantes também se distribui geograficamente em uma lógica centro/periferia. Explique que, quando falamos em centro, não nos referimos exatamente ao centro geográfico da cidade (Alphaville, bairro em que a garota mora no início da narrativa, por exemplo, é um bairro afastado da cidade, porém cheio de condomínios fechados e moradores abastados). De que maneira as relações de desigualdade social projetam estigmas sobre determinadas regiões da cidade que passam então a ser compreendidas como bairros bons ou bairros ruins para se viver? 3. Convide a turma a examinar a fotografia da capa e das páginas de abertura do livro. Certamente não terão dificuldades para associar a modelo à Dora, protagonistada trama. 4. Proponha aos alunos que, em pequenos grupos, discutam entre si de que maneira entendem algumas frases, palavras e expressões presentes no texto da quarta capa: a) A vida deixa de ser um conto de fadas, e ela passa a encarar a realidade; b) porta de entrada para um outro mundo; c) submundo; d) degradação; e) força interior; f) desventura; g) luz no fim do túnel. Que associações essas expressões, ao mesmo tempo corriqueiras e bastante ambíguas e subjetivas, despertam nos alunos? O que elas nos permitem antecipar sobre o tom do livro que vão ler? 6


7 5. Leia com os alunos a introdução A história desse livro, em que Walcyr Carrasco conta como, no decorrer da sua vida, foi se familiarizando com o tema das drogas, apesar de ele mesmo nunca ter sido usuário. Será que os alunos sabem a que lugar Walcyr Carrasco se refere, quando faz referência à Cracolândia, em São Paulo? Proponha aos alunos que utilizem sites de busca na internet para procurar notícias sobre esse assunto. Onde a Cracolândia se localiza? De que maneira se modificou, nos últimos anos? 6. Leia também a apresentação e o capítulo O básico do Almanaque das drogas, de Tarso Araújo, que discute a questão de modo aprofundado, fugindo de qualquer senso comum ou moralismo esclarecendo, por exemplo, que, muito embora costumemos chamar de drogas substâncias ilícitas, outras substâncias legalizadas de uso corrente, como o álcool, a nicotina e a cafeína, também podem ser entendidas como drogas e podem ter efeitos também bastante prejudiciais à saúde, a depender da dosagem. 7. Leia com a turma a seção Autor e obra, para que conheçam um pouco mais a respeito da trajetória de Walcyr Carrasco. Será que alguns os alunos assistiram a algumas das novelas de televisão escritas por ele? Durante a leitura 1. Sugira aos jovens leitores que procurem prestar atenção às mudanças sofridas pelos diversos personagens no decorrer da narrativa sejam elas físicas, psíquicas ou de comportamento. Em quais personagens essa transformação se dá de maneira mais pronunciada? Por quê? 2. Proponha que estejam atentos aos marcadores socioeconômicos que interferem na narrativa: de que maneira o dinheiro, ou a falta dele, reorienta, por vezes bruscamente, a trajetória dos personagens? Como a abundância ou a falta de posses modifica a maneira com que os personagens da história enxergam uns aos outros? 3. Diga à turma que esteja atenta, ainda, aos momentos em que o racismo interfere no relacionamento entre os personagens da trama, gerando conflitos. Que espécie de incômodo essas passagens, em particular, provocam nos jovens leitores? 4. Veja se os alunos percebem como a trajetória de André, irmão de Dora, aparece como contraponto moral à da protagonista: as diferenças entre os dois vão se aprofundando progressivamente no decorrer da trama. 5. De que maneira as relações entre os personagens vão se deteriorando mais e mais a partir de seu envolvimento com as drogas? Em que momentos, entretanto, apesar de todas as dificuldades dramáticas em que se veem envolvidos, podemos reconhecer momentos de verdadeira empatia entre eles? 6. Diga aos alunos que estejam atentos, ainda, aos momentos em que Dora se distancia de si mesma, assistindo a suas próprias ações de modo indiferente, como se fossem atos de outra pessoa. Depois da leitura 1. Walcyr Carrasco, autor do livro, é teledramaturgo e autor de teatro. Uma vez que o livro como um todo é permeado por inúmeros diálogos, não é difícil imaginar alguns dos episódios do texto transformados em cena de novela ou de teatro. Convide a turma a escolher um dos capítulos do livro para transformar em capítulo de uma possível novela. Ressalte que, diferentemente de um romance, não existe um narrador, e as situações devem ser compreendidas a partir dos diálogos entre os personagens. 2. Tanto no capítulo 3, em que um diálogo tenso se instaura entre pai, mãe e filhos no momento em que o pai recebe uma proposta de trabalho na região Norte do país, quanto no capítulo 13, em que Dora conhece Guta, esposa de seu pai e descendente de indígenas, percebemos como os personagens paulistanos, e em especial Dora, a garota protagonista, têm preconceitos bastante arraigados em relação aos povos indígenas sustentados em estereótipos bastante redutores. Releia esses dois capítulos, chamando a atenção dos alunos para os momentos em que o racismo torna-se evidente e, em seguida, proponha que leiam o texto completo e visitem os links disponíveis nessa postagem bastante esclarecedora de Ines Bochsel a respeito da discriminação contra pessoas indígenas em seu blog wordpress.com/2014/10/06/preconceito-e-discriminacao-contra-pessoas-indigenas-no-brasil/. Sugira que assistam aos vídeos e consultem os links disponibilizados pela autora e, em seguida, escrevam 7 350c69d7ab


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